quarta-feira, setembro 20, 2017

[Álbum] Concrete and Gold (Foo Fighters)


Se alguém duvidou que o Foo Fighters tivesse a capacidade – e coragem - de lançar um álbum realmente alternativo, podemos dizer a essa pessoa que existe uma possibilidade de novas experimentações no horizonte para Dave Grohl e sua trupe. Em seu nono álbum de estúdio, modestamente intitulado de “Concrete and Gold”, uma coisa é certa: o correto equilíbrio entre o acessível e o “esquisitão” pode trazer um punhado de boas canções...

Há cerca de três meses, tivemos o lançamento repentino do single “Run”, uma escolha curiosíssima para iniciar a divulgação do novo álbum. A música é um excelente “suicídio comercial”, com suas variações rítmicas, alternâncias entre melodia e peso, e uma letra que fala simplesmente sobre a eventual vontade de escapar de um possível destino desagradável - o que não deixa de ser uma sutil referência ao cenário político atual dos EUA. É válido apostar que "Run" ainda pode entrar para o acervo de clássicos do (agora) sexteto.

Ao longo do álbum, temos menos peso e agitação, como evidenciado na boa, épica e fantasmagórica "The Sky Is a Neighborhood", e no clima retrô envolvente de "Sunday Rain". Vale destacar também a intensidade "crescente" da ótima "Dirty Water", e o sabor "crocante" dos divertidos rocks "Make It Right" e "La Dee Da". E por falar em guitarras saborosas, a faixa-título do álbum nos presenteia com uma corretíssima mistura de peso, suavidade e progressividade. E sim, as letras do disco continuam oscilando entre o pessimismo e a necessidade de um bem-vindo escapismo para todos nós.

Ironicamente, o setor menos inspirado do disco é aquele que traz suas faixas mais simples e diretas: os medianos rocks "Arrows" e "The Line", e a quase ignorável balada acústica "Happy Ever After (Zero Hour)". Sem contar a curta e pífia faixa de abertura "T-Shirt", tão descartável quanto uma camisa velha e rasgada.

Em meio a altos e alguns poucos baixos, "Concrete and Gold" nos leva em uma viagem alternativa e psicodélica que mistura o melhor do rock clássico com a boa e velha "robustez" sônica dos 'Foos', além de participações especiais (pesquise, por favor) que se juntam de forma bastante homogênea. Temos aqui um disco que mostra uma banda perfeitamente ciente de como deseja soar - e como deseja discursar - no presente momento. Deite, apague a luz, e se entregue a essa gostosa experiência.

Nota: 7

Confira o divertido clipe de "Run":


Músicas:
1. T-Shirt
2. Run
3. Make It Right
4. The Sky Is a Neighborhood
5. La Dee Da
6. Dirty Water
7. Arrows
8. Happy Ever After (Zero Hour)
9. Sunday Rain
10. The Line
11. Concrete and Gold

segunda-feira, abril 27, 2015

[Álbum] Blaster (Scott Weiland)


Scott Weiland sempre foi um cara difícil de compreender, tanto em sua bem sucedida carreira com a banda grunge/alternativa Stone Temple Pilots quanto em sua carreira solo. Aqueles bem informados sobre o mundo do rock já sabem que o vocalista americano em questão foi chutado da sua banda "principal" em 2013, devido ao seu comportamento... errático, digamos assim. E o que saiu disso tudo foi o seu novo álbum solo, "Blaster" (2015).

Scott havia lançado apenas dois álbuns bastante irregulares em sua carreira solo até então, ambos calcados em uma mistura pouco convincente de experimentalismo com psicodelia. Porém, após fazer uma aparente reflexão (acredito eu) sobre seus pontos fortes no Stone Temple Pilots, Scott resolveu apostar em um rock 'n' roll mais "puro". Tal recomeço pode ser notado inclusive na utilização de um nome para sua banda de apoio: The Wildabouts.

Neste trabalho, são os rocks de letras mais "aventureiras" e menos pessoais que dominam tudo, como podemos evidenciar na pesada e intrigante "Modzilla", a qual parece mostrar que Scott tem escutado alguns dos sons mais roqueiros do Jack White. E a festa continua nas eletrizantes "Hotel Rio", "Amethyst" e "Bleed Out", faixas que vão do grunge ao glam rock à la T. Rex - banda esta que, por sinal, foi homenageada no disco através de um cover desnecessário de "20th Century Boy".

O que falar então do 'stoner-blues-rock' "White Lightning", que soa tão estrondoso quanto um gigante passeando por um planeta devastado? Já no outro extremo musical, para quem curte investidas mais melodiosas, temos pérolas de 'power pop' grudento como a boa "Way She Moves" e as excelentes "Blue Eyes" e "Beach Pop". Por fim, temos a única balada do disco: "Circles", um belo 'indie-contry' que fecha o trabalho em tom de candura e relaxamento.

Em 45 minutos que parecem durar menos de 20, "Blaster" mostra uma nova cara do Scott Weiland em sua carreira solo, agora que ele se permitiu tomar lições das vertentes mais roqueiras do Stone Temple Pilots - além de influências sutis do seu ex-supergrupo Velvet Revolver. Pela primeira vez, podemos vê-lo como um artista independente e perfeitamente capaz de entregar um disco cheio de rocks saborosos e "mastigáveis". E que venham mais!

Nota: 9

Confira o clipe de "Modzilla":


Músicas:
1. Modzilla
2. Way She Moves
3. Hotel Rio
4. Amethyst
5. White Lightning
6. Blue Eyes
7. Bleed Out
8. Youth Quake
9. Beach Pop
10. Parachute
11. 20th Century Boy
12. Circles

domingo, dezembro 21, 2014

Top 2014 + "Bonus Track"

Chegamos ao final de mais um ano de música altamente discutível (para o bem ou para o mal) no Rock em Análise! Você poderá conferir aqui os melhores álbuns e músicas de 2014... na humilde opinião deste resenhista, claro! E como "faixa bônus", para compensar a falta de atividades no blog ao longo do ano passado, acrescentei ao final da matéria um breve Top 2013, para não ignorarmos as pérolas musicais de um ano que também foi bem interessante...

Devo dizer que 2014 começou sem grandes destaques, porém acabou se mostrando um ano promissor e recheado de atividade criativa no mundo do rock. Tivemos, inclusive, lançamentos de gigantes "adormecidos" (até então) do rock, como Pink Floyd, AC/DC e Nickelb... brincadeira, meus amigos!

E agora, sem maiores enrolações, e após uma análise apurada de um total de 61 álbuns escutados, vamos às listas:

Top 10 - Álbuns (em ordem decrescente):

10. Não Pare Pra Pensar (Pato Fu)
O Pato Fu havia abandonado por um momento o seu famoso paradoxo musical, que unia o pop com o rock alternativo. Agora, com seu mais novo álbum, o grupo retomou o seu lado mais "louco" e nos entregou um dos seus trabalhos mais... roqueiros, digamos assim. E que a redescoberta da sonoridade ousada por parte de Fernanda e Jonh nos traga álbuns tão interessantes quanto esse no futuro!
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9. Futurology (Manic Street Preachers)
Em sua eterna ode à mutação musical, os "Manics" também ganharam um espaço nesse 'Top', com um álbum que representa mais um passo do trio rumo a um bom futuro, tanto para eles mesmos quanto para os poucos ouvintes que ainda prestam atenção à sua intrigante música.
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8. Royal Blood (Royal Blood)
Infelizmente, 2014 não foi um ano de grandes surpresas no setor de calouros do rock. Mas, entre as bandas novas com um futuro promissor, temos os a dupla britânica Royal Blood, que lançou um álbum de estreia bastante energético, e de uma sonoridade "musculosa" que nos faz esquecer por um momento que suas músicas não possuem guitarras! Desejo apenas que esses dois caras não demorem a lançar seu próximo trabalho...

7. Sonic Highways (Foo Fighters)
O álbum anterior dos 'Foos' conquistou o primeiro lugar dessa humilde premiação em 2011. Dessa vez, eles ficaram apenas com o 7º lugar... e não há nada de errado nisso! Em seu novo álbum, Dave Grohl e sua equipe mantém boa parte da sonoridade elétrica readquirida no trabalho anterior, mas dessa vez apontando para caminhos mais abrangentes. Esse não é um "projeto ambicioso" (como foi divulgado), mas sim um adorável disco de rock!

6. Once More 'Round the Sun (Mastodon)
O Mastodon é uma prova de que existe vida - e inteligência - no heavy metal atual. Sua fórmula musical, calcada num metal progressivo que alterna entre o hardcore, o doom e o "jazzístico", ainda resulta em obras singulares, como o "disquinho" premiado aqui. Estou falando de um som encorpado e multifacetado, perfeito para dar uma agradável "entortada" na cabeça...

5. Strut (Lenny Kravitz)
Se há uma característica que não podemos associar aos trabalhos mais recentes de Lenny Kravitz é o comodismo. Após ter lançado seus álbuns mais clássicos, ainda nos anos 90, Kravitz continua se esforçando para evoluir e mostrar cada vez mais a sua veia de rock star e 'funk/soul man' ao mesmo tempo. O resultado dos seus últimos esforços é "apenas" um dos seus melhores álbuns!
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4. Lazaretto (Jack White)
Jack White certamente é um dos músicos mais prolíficos do rock atual, desde sua estreia como líder do White Stripes no final dos anos 90. Em sua recente carreira solo, o cantor/compositor/guitarrista/produtor vem gerando críticas positivas com a abrangência musical explorada nos seus dois discos lançados até então. No mais recente, White leva a sua mistura de folk rock com rock 'n' roll garageiro a outro patamar. Escute com atenção!

3. Nheengatu (Titãs)
Sejamos sinceros: os Titãs sempre foram competentes na arte de misturar estilos no seu caldeirão pop/rock, mas não é de hoje que esperávamos por um álbum mais homogêneo e focado na essência roqueira da banda. Após muita espera - e dois discos irregulares -, eis que o grupo lança um trabalho direto, nervoso, e com críticas ácidas que não podem ser ignoradas nos dias de hoje. Faça como os caras: recupere sua essência jovem o quanto antes!

2. Blind Rage (Accept)
Desde a saída do lendário vocalista Udo Dirkschneider, o Accept foi responsável por uma das maiores "voltas por cima" da história do heavy metal. Com o igualmente ótimo Mark Tornillo nos vocais, o grupo já lançou 3 álbuns altamente criativos, sendo este último o ápice dessa nova fase. Pesado e com uma produção invejável, temos aqui um disco para ser escutado em volume alto!

1. Everything Will Be Alright in the End (Weezer)
Após um período de baixa no setor criativo, o Weezer trouxe duas coisas de volta: o seu antigo estilo "fofinho/pesado" e uma química mágica que resultou em músicas empolgantes, cheias de adoráveis "curvas melódicas", de acordo com a antiga tradição da banda. Com uma maestria ironicamente surgida da falta de pretensões, o Weezer levantou mais uma vez a sua bandeira 'nerd', e dessa vez sem qualquer vergonha!
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Melhor EP:
*Fuck (Buckcherry)
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Top 10 - Músicas:

1. The Feast and the Famine (Foo Fighters)
2. Somebody Fucked With Me (Buckcherry)
3. Sex (Lenny Kravitz)
4. I've Had It Up to Here (Weezer)
5. Miss Adventure (AC/DC)
6. Dying Breed (Accept)
7. Mensageiro da Desgraça (Titãs)
8. Would You Fight For My Love? (Jack White)
9. O (Coldplay)
10. The Next Jet to Leave Moscow (Manic Street Preachers)

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FAIXA BÔNUS: TOP 2013

Top 10 - Álbuns:

1. Histórias e Bicicletas (Oficina G3)
2. ...Like Clockwork (Queens of the Stone Age)
3. 13 (Black Sabbath)
4. New Horizon (The Answer)
5. Graffiti on the Train (Stereophonics)
6. The Winery Dogs (The Winery Dogs)
7. The Devil Put Dinosaurs Here (Alice in Chains)
8. 13 (Suicidal Tendencies)
9. The Next Day (David Bowie)
10. Now What?! (Deep Purple)

Top 10 - Músicas:

1. Encontro (Oficina G3)
2. Been Caught Cheating (Stereophonics)
3. Dirty Dynamite (Krokus)
4. GoGoGo (Status Quo)
5. Gluttony (Buckcherry)
6. Like Clockwork (Queens of the Stone Age)
7. Built for War (Megadeth)
8. How Does the Grass Grow? (David Bowie)
9. Boxes (Travis)
10. Begin The End (Placebo)

segunda-feira, dezembro 08, 2014

[Álbum] Monuments to an Elegy (The Smashing Pumpkins)


Qualquer análise sobre a clássica banda de rock alternativo Smashing Pumpkins poderia substituir o nome do grupo por "Billy Corgan e seus empregados". Na real, desde a retomada da banda em 2006, ficou bem claro para todo mundo que a marca Smashing Pumpkins pertence ao seu incontestável líder. Depois de novas mudanças de formação - com direito a uma contratação temporária do baterista Tommy Lee (Mötley Crüe) -, eis que Billy Corgan lança "Monuments to an Elegy" (2014), seu oitavo álbum de estúdio.

No caso da obra em questão, apesar do estilo "roqueiro" que transmite certo sentimento de espontaneidade - inclusive em suas letras -, podemos notar uma clara irregularidade em sua química musical, devido à sonoridade "tímida" e "assustada" que foi captada de cada instrumento gravado - sendo que muitos deles foram gravados pelo próprio Billy!

"Então vou parar de ler por aqui, pois esse álbum deve ser horrível", você me diz. Eu respondo calmamente que esse é apenas um detalhe negativo, no meio de um trabalho que mistura bem o experimentalismo com a simplicidade, de uma forma nunca antes feita pelos Pumpkins. O que falar então da boa qualidade em pelo menos 8 de suas 9 canções? Ficou mais curioso agora? Pois bem, vamos às músicas...

Para começar, aquele famoso "muro de guitarras pesadas e limpas ao mesmo tempo" está de volta em grande estilo, nas envolventes "Tiberius", "One and All (We Are)" e também na conclusiva "Anti-Hero". Já o interessante groove de "Anaise" traz um sentimento "dançante" e soturno ao mesmo tempo, o que é bastante agradável aos ouvidos.

Os pop/rocks "Being Beige" e "Run2Me" lembram os tempos do Zwan (a brevíssima banda montada por Billy Corgan logo após o primeiro término dos Smashing Pumpkins). Por sinal, "Being Beige" se mostrou como a melhor escolha possível para primeiro single, embora qualquer ouvinte menos sonhador do que o Sr. Corgan saiba que nada deste novo álbum poderá angariar uma nova base de fãs para essa banda "velhinha" dos anos 90...

A mistura de simplicidade com experimentalismo pode ser bem evidenciada na boa "Drum + Fife". Na inspiradíssima e energética "Monuments", Corgan perdeu uma ótima chance de acrescentar o já citado "muro de guitarras", o qual traria um sabor extra à música. Já a semi-balada "Dorian", com sua levada eletrônica suave, soa como uma espécie de sobra do álbum "Adore" (1998), o que está longe de ser uma coisa boa.

No final das contas, após oscilar entre a ótima produção e a química musical duvidosa, "Monuments to an Elegy" se mostra como uma obra inquieta, ousada, e definitivamente "Corganesca". Esqueça por um momento a grandiosidade dos clássicos "Siamese Dream" (1993) e "Mellon Collie and the Infinite Sadness" (1995), e curta essa pequena "bolacha" que traz 33 minutos de músicas agitadas, curtas, e ironicamente diferenciadas entre si. Depois disso, aperte o 'play' mais uma vez...

Nota: 7

Confira o álbum completo ou suas faixas de destaque:


Músicas:
1. Tiberius
2. Being Beige
3. Anaise!
4. One and All (We Are)
5. Run2Me
6. Drum + Fife
7. Monuments
8. Dorian
9. Anti-Hero

terça-feira, novembro 25, 2014

[Álbum] Não Pare Pra Pensar (Pato Fu)


Em 22 anos de carreira, o Pato Fu manteve sua especialidade no paradoxo musical que une o pop com o rock alternativo. Na real, sempre foi difícil rotulá-los - tarefa que se tornou ainda mais complicada depois que o grupo "invadiu" o gênero infantil com o seu penúltimo álbum, "Música de Brinquedo" (2010). E agora, eis que o quinteto mineiro retorna à "normalidade esquisita" de sempre, através do seu novo álbum "Não Pare Pra Pensar" (2014). Não entendeu? Calma aí então...

O Pato Fu costuma usar e abusar do fator "caixinha de surpresas", em que a ideia é fazer cada música impressionar o ouvinte com o seu estilo, produção e nuances inusitadas. No mediano álbum "Daqui Pro Futuro", de 2007 (anterior ao já citado "Música de Brinquedo"), o grupo optou por uma sonoridade mais homogênea e focada em canções mais suaves. Já no novo trabalho em questão, a tal homogeneidade musical foi puxada para o outro lado: o das músicas pra dançar...

Logo na primeira faixa - e single - "Cego para as Cores", podemos notar uma boa mistura de pop com rock, além de uma letra enigmática que faz com que o Pato Fu mantenha sua integridade alternativa no cenário comercial. Já "Crédito ou Débito" é guiada pelo seu riff de guitarra levemente 'blueseiro' em cima de um ritmo agitado e melancólico ao mesmo tempo, o que torna a música adoravelmente surreal.

"Eu Era Feliz" e "Um Dia do Seu Sol" possuem uma boa fusão do típico vocal doce da Fernanda Takai com um ritmo dançante, o que as transforma em perfeitas candidatas a futuros singles do disco. Já o cover inusitado da vez é "Mesmo Que Seja Eu", de Erasmo e Roberto Carlos. E para não dizer que as baladas foram totalmente esquecidas, temos a ótima "Eu Ando Tendo Sorte", uma canção com convenções sonoras elegantes e uma letra bem sacada.

O rock "puro" marca presença na potência sonora de "Ninguém Mexe Com o Diabo", e na contraditória mensagem pró-maturidade contida nas letras da energética "You Have To Outgrow Rock'n Roll". Ambas as faixas trazem o guitarrista/compositor Jonh Ulhoa nos vocais, como ocorria em boa parte das antigas músicas dos "patos"...

Pontos fracos? Digamos apenas que, com exceção dos detalhes sempre interessantes do baixista Ricardo Koctus, temos pouco destaque do tecladista Lulu Camargo, e do novo baterista Glauco Mendes - substituto do virtuoso Xande Tamietti, o cara que deu um brilho extra a quase tudo que o Pato Fu fez no passado.

Após toda essa viagem, podemos chegar à conclusão de que, ao contrário do que manda a recomendação irônica (proposital ou não, tanto faz) do seu título, "Não Pare Pra Pensar" é um álbum que ativa o nosso cérebro musical de uma forma intrigante e divertida, de acordo com a lei na terra dos "patos". E que a redescoberta da sonoridade roqueira por parte de Fernanda e Jonh nos traga álbuns tão interessantes quanto esse no futuro. Aguardemos...

Nota: 8

Confira o álbum completo ou suas faixas de destaque:


Músicas:
1. Cego para as Cores
2. Crédito ou Débito
3. Ninguém Mexe Com o Diabo
4. Não Pare Pra Pensar
5. Eu Era Feliz
6. Um Dia do Seu Sol
7. You Have To Outgrow Rock'n Roll
8. Siga Mesmo no Escuro
9. Pra Qualquer Bicho
10. Mesmo Que Seja Eu
11. Eu Ando Tendo Sorte